Mesmo ilegais, estrangeiros devem ter direito a cuidados m¨¦dicos, defende arcebispo de Durban
Vatican News com Agência Fides
Os estrangeiros, especialmente aqueles doentes e em dificuldades, devem ser tratados com respeito e receber os cuidados de saúde necessários. É o que defende o dom Siegfried Mandla Jwara CMM, arcebispo de Durban, em sua mensagem sobre os protestos em frente às unidades de saúde públicas da África do Sul, onde grupos de manifestantes têm impedido estrangeiros sem documentados de ter acesso a cuidados médicos.
Em sua mensagem, o arcebispo Jwara recorda que "em 11 de julho de 2025, a Associação Católica de Saúde da África do Sul publicou uma veemente condenação da atual crise em algumas das unidades de saúde nacionais do nosso país, onde cidadãos estrangeiros são rechaçados, às vezes à força, por pessoas que agem de forma contrária aos princípios da Doutrina Social da Igreja e aos valores evangélicos de amor, misericórdia e compaixão."
"Gostaria de aproveitar esta oportunidade - acrescentou o arcebispo de Durban - para emprestar minha voz em apoio aos marginalizados que sofrem perseguição e são rejeitados apenas por serem cidadãos estrangeiros. Faço isso porque me comovo com a situação daqueles que chegam ao nosso país, um farol de liberdade e esperança para muitos que buscam refúgio sob a nossa bandeira." "Essas pessoas devem ser tratadas com amor e respeito e gozam do direito de receber cuidados em situações que exijam intervenção médica."
"Nesse sentido - foi sua exortação - encorajo todas as pessoas a se lembrarem de que são criadas à imagem e semelhança de Deus e que seu irmão ou irmã, de qualquer nação, tribo ou língua, deve ser tratado com dignidade e ter permissão, dentro dos limites da lei, para buscar e receber ajuda sem medo ou impedimento." Por fim, lanço um veemente apelo às autoridades civis para que façam todo o possível para resolver este assunto o mais rápido possível, pois vidas estão em jogo¡±, conclui o prelado.
Desde junho, foram registrados inúmeros incidentes em várias províncias sul-africanas, particularmente Gauteng e KwaZulu-Natal, onde grupos de "vigilantes" estão impedindo cidadãos estrangeiros de terem acesso a serviços de saúde nas unidades públicas do país. Segundo os manifestantes, os serviços públicos de saúde estão superlotados e deveriam dar prioridade aos cidadãos sul-africanos.
Foi a chamada "Operação Dudula", um grupo anti-imigrantes presidido por Zandile Dabula, a lançar uma
"Operação Dudula" é o nome campanha nacional lançada em junho por um grupo anti-imigrantes presidido por Zandile Dabul, com o objetivo de impedir que cidadãos estrangeiros sem documentos recebam tratamento em unidades públicas de saúde. Tal operação uniu-se ao movimento March and March, uma organização não governamental que luta contra o emprego de cidadãos estrangeiros sem documentos na África do Sul, fundada em março de 2024 pela estrela do rádio Jacinta Ngobese-Zuma.
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